Respondendo ao desafio de participar no “Dia Nacional do Pijama”, a turma do 1º ano da Escola Faria de Vasconcelos decidiu participar nesta Comemoração.

A iniciativa, em curso desde 2012, pretende sensibilizar para “o direito das crianças crescerem numa família”, especialmente aquelas que, por razões diversas, estão separadas das suas famílias biológicas.

O Dia Nacional do Pijama que coincide com o Dia Internacional dos Direitos da Criança tem um significado muito importante, chama a atenção para o problema das crianças desprivilegiadas e tenta aumentar o número de famílias de acolhimento em Portugal, para que, as crianças que estão separadas dos seus pais possam ser acolhidas por casais dispostos a dar-lhes carinho, amor e educação. As famílias de acolhimento têm um papel fundamental. Em Portugal apenas 4% das cerca de 8.000 crianças que vivem separadas dos pais, vivem em famílias de acolhimento. Uma realidade muito diferente da existente noutros países europeus. A iniciativa do Dia Nacional do Pijama surgiu como forma dar a conhecer esta realidade e também de angariar fundos para as crianças que vivem em instituições, é uma data em que crianças ajudam outras crianças.

O Magusto é uma festa popular, cujas formas de celebração divergem um pouco consoante as tradições regionais. Realiza-se em datas festivas, em especial no dia de Todos-os-Santos ou no dia de São Martinho. Inúmeras celebrações ocorrem não só por Portugal inteiro mas também, por exemplo, na Galiza (onde se chama magosto, em galego) e nas Astúrias (magüestu). 

O etnógrafo português Leite de Vasconcelos considerava o Magusto como o vestígio de um antigo sacrifício em honra dos mortos e refere que em Barqueiros era tradição preparar, à meia-noite, uma mesa com castanhas para os mortos da família irem comer.

Em Portugal, é comum grupos de amigos e famílias juntarem-se à volta de uma fogueira onde se assam castanhas  para comer, bebe-se a jeropiga, água-pé ou vinho novo, fazem-se brincadeiras, as pessoas enfarruscam-se com as cinzas, cantam cantigas. A celebração do Magusto, uma das comemorações que marca o outono, está associada a uma lenda, a qual dizia que um soldado romano de nome Martinho de Tours  (mais tarde conhecido como São Martinho), ao passar a cavalo por um mendigo, quase nu, como não tinha nada para lhe dar, cortou a sua capa ao meio com a sua espada; estava um dia chuvoso e diz-se que, neste preciso momento, parou de chover, derivando daí a expressão: "Verão de São Martinho".

 

O professor/escritor José Pires esteve na escola Faria de Vasconcelos (dia 14 de junho) e na  Escola Nossa Senhora da Piedade (dia 17 de Junho) num encontro com alunos do 4º ano organizado pela equipa da biblioteca escolar, numa atividade iniciada no 2º período, e concluída no final do ano com o projeto “100 ouvidos 2 bocas”.

“100 ouvidos 2 bocas” — é um projeto de leituras literárias com desafios pelo meio — horas de leitura literária nas bibliotecas e escolas. Este projeto visou levar as horas de leitura literária também às escolas, com um autor leitor e um aluno interlocutor (duas bocas) a ler um texto para os 100 ouvidos (os alunos). Uma atividade que visa envolver os alunos com a leitura de textos, criando um ambiente de viagem através da voz e das palavras.

No dia 24 de abril decorreu no auditório da Escola Faria de Vasconcelos uma palestra “A revolução do 25 de Abril e a Guerra Colonial”, dirigido aos alunos do 9º ano tendo como oradores o Coronel Manuel Veloso e o Professor José Pires.

O coronel Manuel Veloso fez um enquadramento desta temática desde a implantação da República até ao 25 de Abril tendo analisado de forma muito interessante  alguns acontecimentos marcantes – Fim da Monarquia e início da República, Primeira Guerra Mundial e diversos momentos muito conturbados  que levaram ao golpe de 28 de Maio,  a implantação do Estado Novo, Segunda Guerra Mundial, a Guerra Colonial na década de 60, a Repressão e a PIDE e finalmente a Revolução do 25 de Abril.

De seguida o Professor José Pires, que curiosamente entrou para o serviço militar na noite de 24 de abril, viria a descobrir algumas horas mais tarde que estava em curso um Golpe de Estado que iria depor o regime de Oliveira  Salazar e Marcelo Caetano e repor um regime democrático, com o fim da guerra colonial, esse grande pesadelo dos jovens – “A Guerra do Ultramar”.

O Professor José Pires referiu também algumas situações enquanto jovens com ausência de liberdade para falar, ler ou expressar-se artisticamente de forma livre. Os alunos estiveram com enorme interesse nesta palestra organizada pela equipa da Biblioteca Escolar e o Departamento de História.

Na Semana da Leitura, os alunos do 6º ano da Escola Faria de Vasconcelos partilharam as suas leituras com alunos do 4º ano.

Na disciplina de Português, os alunos de 6º ano têm de apresentar, oralmente, um livro, por período. Também aprenderam a preparar as suas apresentações com suporte em powerpoint e as turmas escolheram algumas para a atividade "Leituras Partilhadas", em articulação com uma turma de 4º ano.

Então, foram dadas a conhecer histórias de vários tipos, que agradaram a quem as ouviu e que foram também uma experiência interessante para quem as contou.

Iara Bento, (Clube de Jornalismo FV)

Fotos do Clube de Fotografia