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Os alunos do Clube de Jornalismo, da Escola Cidade de Castelo Branco, foram visitar a exposição “De Ontem para Hoje“ no dia 11 de novembro de 2019 na Fábrica da Criatividade, acompanhados pela professora Isabel Falcão.

A exposição estava dividida em cinco salas: Telecomunicações, Imagem, Som, Tecnologias e Hoje. Nas Telecomunicações puderam observar desde o telefone antigo, ao telégrafo. Na Imagem viram um projetor de slides manual e um projetor de opacos. No Som observaram rádios, leitores de discos de vinil e os primeiros fones. Nas Tecnologias experimentaram uma máquina de escrever, um videojogo e uma máquina de flíperes. No Hoje apenas puderam observar um telemóvel, por isso a aluna Mariana Reino afirmou: “Tudo o que vimos no Ontem, no Hoje está transformado num pequeno dispositivo, o telemóvel”.

A visita terminou com uma breve entrevista ao coordenador da Fábrica da Criatividade, o professor Carlos Matos, a qual se transcreve abaixo.

 

Entrevista ao professor Carlos Matos

Clube de Jornalismo – Como surgiu a ideia da criação da Fábrica da Criatividade?

Professor Carlos Matos – A Fábrica da Criatividade surgiu porque há muita gente em Castelo Branco que faz trabalho artístico e que se dedica às atividades artísticas. A Fábrica foi criada por três razões: uma, por haver muita gente a gostar de fazer esse tipo de trabalhos, depois, pelo facto de haver uma programação cultural, eventos que acontecem muitas vezes no Cineteatro, como por exemplo exposições de fotografia, peças de teatro, exposições de pintura, e é necessário fazer estas obras. Também porque em Castelo Branco existe uma escola de artes e os alunos que saem dessa escola trabalham nesta área. A Câmara Municipal de Castelo Branco achou que era importante ter um espaço onde os artistas pudessem vir trabalhar, surgiu pois a Fábrica da Criatividade e que se destina a todo o tipo de artes como o teatro, a dança, a música, a pintura, a escultura, as madeiras, os metais, a serigrafia, a cerâmica, o vidro, a fotografia.

Clube de Jornalismo – Sabemos que o senhor é professor. Que disciplina ou disciplinas leciona?

Professor Carlos Matos – Eu sou professor de artes visuais, de Educação Visual,  no Agrupamento de Escolas Nuno Álvares. Já trabalhei nas escolas Faria de Vasconcelos, Cidade de Castelo Branco e Escola Secundária Nuno Álvares. E continuo a ser professor, apesar de agora não estar a dar aulas, mas aproveito quando vocês vêm para matar saudades.

Clube de Jornalismo – Que funções desempenha como coordenador da Fábrica da Criatividade?

Professor Carlos Matos – Pretende-se criar condições e fazer com que a fábrica funcione bem, gerir o estado dos equipamentos, é necessário que a fábrica esteja sempre arrumada, divulgarmos o que se faz aqui, falar com pessoas que possam vir trabalhar para aqui, receber pessoas e mostrar-lhes a fábrica, perceber se algum dos utilizadores tem alguma dificuldade ou precisam de algo e olhar para as candidaturas (cada utilizador tem de fazer uma candidatura) e analisá-las para ver se tem ou não condições para estar aqui na fábrica.

Clube de Jornalismo – Gosta do seu trabalho agora ou prefere o ensino?

Professor Carlos Matos – Gosto dos dois. Gosto muito de ensinar. A minha área de ensino é esta e este projeto único e altamente inovador permite algo extraordinário, que é fazer com que as aprendizagens se transformem em coisas reais.

Clube de Jornalismo – Que tipo de eventos ocorrem na Fábrica da Criatividade?

Professor Carlos Matos – Os eventos que ocorrem na Fábrica da Criatividade são sempre da responsabilidade de quem aqui está.  Este é um espaço de trabalho,  não é uma sala de espetáculos,  como o Cineteatro ou o Centro de Cultura Contemporânea, mas isso não quer dizer que não haja aqui atividades, vocês vieram ver uma atividade que é uma exposição. Essa exposição tem muito que ver com  aquilo que se faz. As atividades que nos interessam mais são as atividades que as pessoas que aqui trabalham fazem, como por exemplo a cerâmica do Miguel e da Mariana, a cutelaria do Vasco…

Clube de Jornalismo – Muito obrigado!

Professor Carlos Matos – Eu é que agradeço muito ao Clube de Jornalismo.

O Clube de Jornalismo CCB