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2018 – “PORTUGAL, PAÍS DE IMIGRANTES!”

No dia 30 de janeiro de 2019, pelas 9 horas, na sala de audiovisuais as turmas, 8.ºC e 8.ºD juntamente com a professora de Geografia, receberam o chefe do departamento do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Castelo Branco (SEF). A entrevista tinha como objetivo esclarecer os efeitos das migrações, não só em Castelo Branco, como em Portugal (tema que é abordado nas aulas de Geografia).

António Barata Afonso, oriundo do concelho de Oleiros, começou por relatar o seu percurso académico, referindo que estudou num seminário durante 7 anos, foi também, emigrante em Angola, esteve na academia militar durante 5 anos, trabalhou no aeroporto de Lisboa durante 4 a 5 anos e, em 2001 veio para Castelo Branco, onde está até hoje.

Durante a entrevista apresentaram-se várias questões bastante pertinentes, às quais o nosso convidado respondeu com clareza sem deixar interrogações. Das várias questões abordadas, destacam-se: “Qual a Missão do SEF?”; “Quais as razões mais frequentes das migrações?”; “É importante para Portugal, receber migrantes visto que é um país envelhecido?”; “Que condições são necessárias para se obter um visto em Portugal?”; “Qual é a nacionalidade dos imigrantes que mais solicitam vistos em Portugal?”, entre outras questões.

Algumas das conclusões que se retiraram deste depoimento são: o SEF tem como missão fiscalizar e controlar as fronteiras, gerir a base de dados dos passaportes, analisar os pedidos de asilo dos refugiados, entre muitas outras funções; as razões mais frequentes para as migrações continuam a ser as económicas (vontade: voluntária) ou guerras e catástrofes naturais (vontade: involuntária); existem cerca de 420 000 estrangeiros em Portugal, dos quais, cerca de 85 000 são de nacionalidade brasileira, 35 000 são de nacionalidade cabo-verdiana e 23 000 são de nacionalidade chinesa, etc. Com esta entrevista esclareceram-se várias dúvidas acerca das migrações, o que vai facilitar a compreensão deste tema tanto no dia a dia, como na disciplina de Geografia.

Beatriz Pinto, 8.º ano

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1960/70 - “PORTUGAL, PAÍS DE EMIGRANTES!”

Quando os portugueses partiam a salto para a França!

 

Já não é a primeira a vez que as migrações são tema de debate na nossa escola e no contexto das aulas de Geografia. No dia 3 de março de 2017, a D. Raquel Lourenço, assistente operacional, na Escola Cidade de Castelo Branco forneceu um testemunho sobre a sua experiência e a dos seus pais como emigrantes em França, nos anos 70. A D. Raquel começar por nos dizer que o seu pai emigrou para França nos anos 60, por razões económicas (melhores condições de vida, para conseguir um futuro mais feliz e constituir família).

Partiu a salto! Na fronteira de Espanha esperou pelo anoitecer, para a passar sem ser preso. Passados alguns meses, mandou dinheiro à esposa para se juntar a ele.

Os primeiros anos não foram fáceis, não só pela língua, mas como também, pela cultura e pelas saudades da família. Nunca desistiram, realizaram os seus objetivos: o de constituir família e criar um futuro melhor, a nível financeiro. Recorda-se de que nos fins de semana, os emigrantes costumavam juntar-se nos parques para conviver. O nível de vida era muito bom, mas as saudades de Portugal eram muitas e resolveram regressar.

 

Bernardo Lourenço 8.º ano (Ano letivo 2016/17)