“Escrever é um ato de rebeldia”

Nos dias 6 e 7 de fevereiro, decorreu na nossa escola o Festival Literário de Castelo Branco. Este é promovido por diversas entidades municipais e culturais da nossa região, e organizado na escola pela nossa Biblioteca.

Gostei da temática abordada e de conhecer os escritores, pois estes deram-nos a saber a sua metodologia de trabalho e a sua fonte de inspiração. Com estas informações, torna-se mais fácil criarmos os nossos textos, tanto poéticos como narrativos, pois adquirimos algumas noções de construção textual. 

O autor Luís Miguel Rocha disse-nos que a escrita não tinha de ser um ato forçado, mas sim espontâneo, dando-nos a entender que, mesmo havendo muito esforço criativo, a escrita deve surgir naturalmente e não apenas por força de vontade. Corroborando esta ideia, o autor beirão, João Teixeira, disse-nos que é assim que nascem os melhores poemas.

Luís Miguel Rocha também nos disse que, antes de passar ao ato de escrita, era necessário uma pesquisa sobre o tema. Nas suas obras sobre o Vaticano, ele teve de recolher informações sobre aquele mundo, as suas particularidades e traços das personalidades. O escritor fez ainda uma distinção entre thriller e policial, explicando-nos que quando construía um livro procurava que a sua leitura fosse compulsiva. O leitor deve lê-lo de um fôlego e com entusiasmo.

O poeta João Teixeira falou-nos da metáfora e da sua importância para a construção poética. Sem ela e sem um mote, o poema não desabrocha. Incentivou-nos a ler poesia e a escrever poemas. Leu-nos alguns dos seus poemas e referiu que a rima era usual nos seus poemas, porém, não era condição indispensável para a construção poética.

Esta palestra foi-nos proporcionada pela nossa escola pela Biblioteca Escolar, que partilha dos objetivos destes escritores e procura constantemente a motivação e incentivo para a leitura e a elaboração de textos de diversos géneros. Para ser bom escritor, há que ser bom ledor.

“O poema depois de ser feito é aquilo que o leitor quer que seja.” João Teixeira

“Para escrever é preciso ser pensador, imaginador, ledor, criador…” Luís Miguel Rocha

Henrique Carvalhinho, 8º D