O Clube de Jornalismo entrevistou no mês de março o professor José Domingos dos Santos Antunes, com 56 anos e dois filhos. É professor há 34 anos de Ciências Naturais. Afirmou que gostava da sua profissão.

 

O que o motivou a ser professor?

A vontade de ensinar os outros, aprender alguma coisa quando ensino e lidar com os jovens.

 

Por que escolheu a área de Ciências Naturais?

Sempre gostei muito do ambiente e portanto gosto de estudar todos os temas que têm que ver com o ambiente. Gosto muito de trabalho experimental; fazer experiências, é algo que sempre me motivou.

 

Em que universidade tirou o curso?

Na universidade de Coimbra, na Faculdade de Ciências e Tecnologia.

  

Sempre quis ser professor?

Sim, nunca me senti mal sendo professor, vamos sempre aprendendo coisas novas, há sempre alunos que nos ajudam a enriquecer e a gostar da profissão.

 

Gosta dos seus alunos?

Gosto, sobretudo de me dar bem com eles, nem sempre isso é possível. Por vezes acontece que alguns alunos são mais difíceis, mas de um modo geral dou-me bem com todos eles. Quando se cruzam comigo na rua, quase sempre me falam.

 

Dá aulas a que anos?

Este ano dou aulas aos sétimos anos, duas turmas, e ao nono, três turmas.

 

Como é que o professor se sentiria se ocupasse o lugar de diretor?

Com muita responsabilidade e esperaria que nessa tarefa tão pesada e tão desafiante, as pessoas me ajudassem porque sem ajuda, um diretor ou quem tem responsabilidades máximas, não consegue fazer um bom trabalho. É uma responsabilidade de todos, embora o diretor tenha uma responsabilidade muito maior.

 

Como é ter a responsabilidade de ser professor e de ajudar os alunos a aprender?

Ajudar os alunos a aprender é um trabalho de equipa em que o professor tem uma responsabilidade maior, como preparar as aulas. O professor tem sempre de se pôr na perspetiva dos alunos, em particular ter atenção às matérias nas quais ele pode ter dificuldades. Tem de saber dialogar com os alunos, sobretudo saber dar-se ao respeito. O professor tem de dar esse exemplo e ao mesmo tempo perceber que aquilo que faz hoje de bem pelos alunos, tem reflexos positivos amanhã, não só para eles, mas também para a sociedade em geral.

 

Que cargo ocupa na coordenação da escola CCB?

Sou assessor. Ajudo em tudo aquilo que vai sendo preciso: contactos com os alunos, contactos com encarregados de educação, assuntos que os colegas necessitem, trabalhar em equipa, pois quem lá está, por vezes, precisa de uma segunda opinião.

 

 

Se tivesse de dizer uma palavra para descrever a sua profissão qual seria, e porquê?

Ajudar a formar, numa perspetiva bastante abrangente, a formar no sentido académico, ajudar no sentido social da inserção dos jovens na sociedade e procurar promover uma sociedade mais justa e equilibrada.