No passado dia de 18 de março foi entrevistado o professor Filipe Bruno Roque. Tem 39 anos (nasceu em 1/04/1977, que curiosamente é o dia das mentiras) e uma filha de 6 anos. Completou 10 anos de serviço.

1. Qual foi o seu percurso académico até chegar onde está hoje?Entrevista Filipe Roque

Eu comecei em França, no 1.º ciclo. A meio, os meus pais decidiram vir para Portugal, por isso estive dois anos em França, no 1.º ciclo, depois em Portugal fiz três anos no 1.º ciclo. Foi difícil de um momento para o outro aprender a ler e a escrever português, pois só sabia ler e falar francês. Depois frequentei a Escola Afonso de Paiva, mais tarde, a Amato Lusitano, e finalmente a Escola Superior de Educação de Santarém.

2. Que curso tirou? Onde?

O primeiro curso que eu tirei foi o de professor de Educação Física na variante do 1.º ciclo. Depois tirei metade de um mestrado de Educação Física, faltou apenas a tese para terminar; tirei também Educação Especial, portanto, sou também professor de Educação Especial. Entre os pequenos cursos de futebol, tenho o 1.º e o 2.º nível de treinador de futebol e alguns cursos de informática com menos valor para a profissão.

3. Qual o cargo que exerce na Coordenação?

Dou apoio à Coordenação. Auxilio em tudo o que é necessário o coordenador porque o horário dele não chega para tratar de tudo. A minha função consiste em fazer a manutenção da parte informática: do programa alunos, multiusos, GIAE, refeitórios, a plataforma de marcação de reuniões...

4. Quando começou a colaborar com a Coordenação?

Foi há cerca de um ano e três ou quatro meses.

5. Que opinião tem sobre o seu trabalho?

Adoro. Acho que é muito importante. A escola não é só ensinar, não é só "professores a dar aulas", mas também precisamos de gente que faça a parte mais burocrática e mais administrativa.

6. Qual a parte que mais gosta do seu trabalho?

A parte que eu mais gosto é de lidar com crianças. Adoro ser uma pessoa que educa as crianças e que as ensina. Dá prazer ver uma criança que não sabe, que não tem conhecimentos, e de um momento para o outro, com pequenas dicas, conseguirmos fazer com que essa pessoa evolua e seja uma pessoa melhor. No caso da rádio, tenho gostado da evolução dos alunos, como pessoas e como "trabalhadores" da rádio. Gosto de brincar também com vocês. Acho que é das profissões mais bonitas, porque um dia nunca é igual ao outro e temos sempre de pensar como é que conseguimos "dar a volta" e como é que vamos conseguir solucionar as dificuldades das crianças. Acho que isso é espetacular.

7. Como ocupa os seus tempos livres?

Gosto muito de desporto e costumo fazer caminhadas, corridas; também jogo futebol e ténis. Todas as semanas tento fazer um pouco de desporto. Em sete dias, faço cinco dias de desporto.

8. Quando era criança, que profissão gostaria de exercer?

Ser jogador de futebol, foi o meu sonho até aos dezoito, vinte anos. Achava que tinha hipótese de o ser, mas, como tudo na vida, nós temos de começar a ver o que é melhor e o que é pior, e conhecer as nossas qualidades. Ser jogador de futebol não era o mais indicado e tive então de estudar, tirar um curso, aquele que eu mais gostava, Educação Física.

9. Que projetos tem para a sua vida?

O meu maior projeto é a minha filha, quero ver se consigo dar-lhe boas condições para ser uma menina educada, correta, com valores, que seja feliz. E se puder ter sucesso na vida profissional, ainda melhor.

10. Que sonhos tem ainda por concretizar?

Essa é difícil... o maior sonho que eu tenho, é ter uma vida estável: ter estabilidade na profissão e na família, é aquilo que neste momento mais gostaria de ter.